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CAMPOS ENCARA O RISCO DE DERROTA DUPLA EM CASA

Últimas pesquisas de
intenção colocaram em alerta o comando de campanha do presidenciável Eduardo
Campos e do candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, Paulo Câmara, que
aparecem atrás dos principais rivais, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o
senador Armando Monteiro Neto (PTB); nas eleições para o Senado, o ex-ministro
Fernando Bezerra Coelho (PSB) também corre o risco de ficar atrás do deputado
federal João Paulo (PT) no estado; para tentar evitar derrota fragorosa dentro
de casa, o PSB aposta no guia eleitoral de rádio e televisão e fez mudanças
significativas no alto comando da campanha socialista em Pernambuco; será que
as mudanças surtirão o efeito desejado?
4 DE AGOSTO DE 2014 ÀS
10:58
Paulo Emílio,
Pernambuco 247 – As últimas pesquisas de intenção de voto em Pernambuco
realizadas pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) colocaram em
alerta o comando de campanha do presidenciável Eduardo Campos (PSB) e do
candidato ao governo do Estado, Paulo Câmara (PSB). Tanto Campos quanto Câmara
aparecem atrás dos principais rivais, a presidente Dilma Rousseff (PT) e
Armando Monteiro Neto (PTB) na corrida eleitoral. Nas eleições para o Senado, o
ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) também corre o risco de ficar atrás
do deputado federal João Paulo (PT). Para tentar reverter os baixos indicadores
e evitar uma derrota fragorosa dentro de casa, o PSB aposta no guia eleitora de
rádio e televisão e realizou mudanças significativas no alto comando da
campanha socialista.
Nas últimas pesquisas
do IPMN, encomendadas pelo Portal Leia Já, e divulgadas em parceria com o
Jornal do Commercio, a presidente Dilma aparece com 40% das intenções de voto
dos pernambucanos, contra 30% do ex-governador Eduardo Campos. Na disputa pelo
Palácio do Campo das Princesas, o indicado por Campos para disputar a sua
sucessão, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara, desponta com apenas 10% do
eleitorado. Na disputa para o Senado também é grande. O deputado federal e ex-prefeito
do Recife, João Paulo (PT), lidera com 30% das intenções de voto, enquanto FBC
possui apenas 13% dos votos.
A situação é
desconfortável para Campos que deixou o governo com cerca de 54% de aprovação
para se lançar candidato à Presidência. Campos, assim como o PSB, foi aliado de
primeira hora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também cerrou
fileiras durante o mandato da presidente Dilma, com quem rompeu somente em
setembro do ano passado. Desde então, Campos tem criticado duramente o governo
Dilma. A estratégia não tem dado os resultados esperados até o momento, uma vez
que Campos tem patinado em trino de 10% das intenções de voto, atrás de Dilma e
do senador mineiro Aécio Neves (PSDB).
A escolha do seu
sucessor no Governo de Pernambuco também ocorreu, de certa forma, tumultuada.
Antes de optar por um quadro técnico – a exemplo do que já tinha feito nas
eleições para a Prefeitura do Recife, quando escolheu o então secretário
estadual Geraldo Julio (PSB) para disputar o pleito -, Campos teve que
administrar uma crise interna entre os vários postulantes como o ex-ministro
Fernando Bezerra Coelho, o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar (PSB), e o
então vice-governador João Lyra (PSB).
Na arrumação que se
seguiu, Câmara foi escolhido para disputar o comando do Executivo estadual, FBC
ficou com a vaga para o Senado, enquanto coube a Tadeu Alencar tentar uma vaga
para a Câmara dos Deputados, e ao vice-governador João Lyra coube a tarefa de
assumir o Governo do Estado. Desde então, Câmara vem percorrendo todo o Estado
na tentativa de superar o desconhecimento da população em torno de seu nome, a
despeito da sua coligação, a Frente Popular de Pernambuco, ter mais de 20
partidos na base.
Ao mesmo tempo, Armando
conseguiu se firmar como uma opção de “continuidade diferente”, aproveitando as
ações sociais e de desenvolvimento implantadas na gestão do PSB, além de
afirmar que “poderá fazer mais” pelo Estado. Nesta linha, o apoio do PT ao
petebista é fundamental. Apesar de apoiar Aécio em nível nacional, o PTB é
aliado do PT em Pernambuco, o que coloca a presidente Dilma Rousseff e o
ex-presidente Lula no palanque do trabalhista. O que ajuda a impulsionar a sua
candidatura.
Para reverter os
indicadores e melhorar o seu desempenho. O PSB tem promovido alterações de peso
no comando da campanha. O ex-chefe de gabinete de Campos, Renato Thiebaut,
deixou a coordenação-geral da campanha para reforçar a campanha presidencial de
campos, e o comando estadual passou às mãos do secretário de Administração, José
Francisco Neto.
Na área de imprensa, a
jornalista Samara Arcoverde deixou a coordenação de comunicação e foi para a
equipe de guia eleitoral. O posto foi assumido pelo jornalista Ennio Benning,
que trabalha com o senador e candidato a deputado federal Jarbas Vasconcelos
(PMDB). A ida de Ennio para a coordenação de imprensa teria sido um pedido
pessoal do próprio Paulo Câmara. Ninguém do PSB assume publicamente que as
mudanças estejam ligadas aos baixos índices nas pesquisas e ao alto grau de
desconhecimento do eleitor em torno do nome de Paulo Câmara. Internamente,
porém, os comentários apontam nesta direção.
Além da mudança no
comando da campanha, o PSB pernambucano aposta alto no início do guia eleitoral
para reverter a situação. Nesta fase da campanha, Paulo Câmara terá 10 minutos
e 26 segundos de televisão para apresentar suas propostas ao eleitor, o dobro
do tempo que o rival Armando Monteiro Neto), que contará com quatro minutos e
57 segundos. A mesma aposta é feita por FBC, que também espera conseguir
alavancar a sua candidatura com o guia de rádio e televisão. Campos também
deverá utilizar os resultados de seu governo para ajudar a elevar os índices de
seus candidatos.
Armando, por sua vez,
contará com Lula e Dilma em seu palanque. Além disso, João Paulo possui uma
forte penetração na Região Metropolitana do Recife, que concentra a maioria do
eleitorado pernambucano. Estes fatores poderão ajudar a compensar o menor tempo
de televisão à disposição do petebista.

Se as alterações na
cúpula da campanha socialista surtirão efeito somente o futuro irá responder,
mas as mudanças apontam que pelo menos parte da estratégia atualmente em voga
deverá ser revista. Somente isso, já denota que a luz de alerta está mais acesa
do que nunca junto ao comando do PSB.
www.lusimarlima.com.br/
Allyne Ribeirohttps://araripinaemfoco.com
Diretora de Edição e Redação de Jornalismo
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