Rubem Santiago (PDT), membro da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção,
cobrou nesta sexta-feira (29) explicações sobre o Caso Bandeirantes, envolvendo
a empresa Bandeirantes Renovação de Pneus, que recebeu incentivos fiscais
durante a gestão de Paulo Câmara na Secretaria estadual da Fazenda. A
Bandeirantes está envolvida numa operação nebulosa de pagamento do avião
utilizado pela campanha presidencial do PSB e que vitimou o ex-governador
Eduardo Campos.
sociedade que relações foram estabelecidas entre Paulo Câmara, então
Secretário, e a empresa, na condição de pré-candidato e depois candidato a
governador de Pernambuco”, ressaltou Santiago.
sobre o porquê de o ex-secretário ter concedido incentivos fiscais, nunca dados
antes nas condições asseguradas por ele, a uma empresa cujos sócios haviam sido
denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por crimes financeiros e de
sonegação fiscal, que ensejariam 55 anos de reclusão.
Câmara beneficiou a Bandeirantes, seu dirigente já era réu, acusada pelo MPF de
ter sonegado cerca de R$ 100 milhões. “Como é que o ex-secretário da Fazenda
aceita conceder incentivos a uma empresa nessas condições, dois anos depois de
ter sido denunciada? E três anos após receber o benefício, esta mesma empresa
se envolve agora na operação de compra do avião”.
Paulo Câmara, como pré-candidato ou candidato, viajou nos aviões da empresa, um
LearJet, até maio, e o Cesnna, de propriedade do sr. Apolo Santana Vieira”,
questionou Rubem.