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Conselho de Ética do Senado adia oitiva de Delcídio para 7 de abril

Da ABr
Diante da ausência do
senador Delcídio do Amaral (Sem Partido-MS), cuja oitiva estava marcada para
hoje (23), os membros do Conselho de Ética do Senado decidiram seguir o rito
processual sobre a representação contra ele. Com isso, a licença médica do
senador não deverá significar postergação da decisão que o conselho tomará
sobre o pedido de cassação do mandato dele.
Os senadores decidiram
tentar novamente ouvir o senador no dia 7 de abril, quando a atual licença
médica de Delcídio terminará. Ele poderá ir ao Senado prestar o depoimento, ou
ser ouvido por videoconferência. Os membros do Conselho oferecem ainda a
possibilidade de um grupo deles ir até onde o senador estiver para ouvir a
defesa dele.
Enquanto isso, eles querem
fazer a oitiva de outras eventuais testemunhas para evitar o atraso dos
trabalhos. Na próxima semana os membros do conselho pretendem ouvir Bernardo
Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró; o ex-chefe de
gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira; e o advogado Edson Ribeiro, que atuou na
defesa de Cerveró.
Bernardo foi o responsável
por gravar a conversa com Delcídio, Diogo e Edson, na qual o senador oferecia à
família Cerveró R$ 50 mil por mês e um plano de fuga para o ex-diretor para que
ele não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público.
“A ausência hoje do
senador não prejudica o rito administrativo e o rito que temos que seguir. A
partir de agora o relator dá sequência à instrução do processo e chama para
serem ouvidas pelo conselho as testemunhas que entender por bem para instruir o
processo”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que representou contra
Delcídio.
O relator do caso, senador
Telmário Mota (PDT-RR), queixou-se que o senador tenha concedido entrevistas e
participado de uma carreata contra o governo, utilizando uma moto, no período
em que estava “enfermo” e apresentava atestados médicos. Mota quer agora que o
senador seja avaliado por uma junta médica se decidir apresentar nova licença
médica após essa – o senador já apresentou duas prorrogações da licença médica.

“Como ele já deu dois
atestados de um só médico – e o princípio básico de qualquer trabalhador é que
o primeiro pode ser de um médico, mas o segundo já precisa ser de uma junta –
então que ele também seja submetido a uma junta médica”, disse Mota
Allyne Ribeirohttps://araripinaemfoco.com
Diretora de Edição e Redação de Jornalismo
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